
O tema da coleta seletiva foi o mais debatido no 5º Minifórum do Lago da Usina Hidrelétrica de Lajeado (UHE) Luiz Eduardo Magalhães, realizado ontem em Porto Nacional. O presidente da Associação dos Catadores de Coleta Seletiva, Waldeci Cardoso da Cruz, defendeu que a coleta é uma alternativa para diminuir a quantidade de resíduos sólidos que vão para a natureza. Durante o minifórum, o secretário Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende, anunciou que em outubro, ainda com data a ser definida, será realizado um seminário sobre resíduos sólidos.
Waldeci Cruz colocou como proposta que a prefeitura incentive as famílias a fazer separação do material e que o órgão faça o recolhimento especializado para ser enviado ao galpão de reciclagem. "Muitas famílias precisam desse material para trabalhar. Uma ação como essa, além de proteger o lago e o meio ambiente, é uma alternativa de geração de renda", detalhou.
Cruz cobrou da prefeita de Porto Nacional, Teresa Martins (PDT), uma reunião para debater um possível projeto de coleta. A prefeita aprovou a ideia do presidente e disse que é uma maneira de diminuir a quantidade de lixo. "Temos que dar apoio à associação e buscar estruturar esse projeto, primeiro em um bairro, como uma ação piloto, e depois teremos condições de ampliar para toda a cidade", concluiu.
Divaldo Rezende analisou como estratégico buscar diminuir a produção de lixo. Ele ressaltou a importância das pessoas estarem colocando os problemas gerados pela construção do lago e as possíveis irregularidades cometidas. Ele frisou que ações ilegais na área ambiental serão investigadas com rigor e é fundamental a participação da sociedade.
Participação
A diretora da Unidade Tocantins da Organização Jaime Câmara, Fátima Roriz, considerou muito produtiva esta edição do Minifórum, pois teve uma boa participação da comunidade, com diversas representações. Para ela, a descentralização do evento possibilita o diálogo direto com a cidade. "É possível assim captar os distintos olhares e saberes sobre a questão dos impactos do lago e o que ajuda na busca de soluções." Fátima ressaltou no final do debate a importância da educação, que deve ser uma prioridade, para o avanço da discussão ambiental